O Catecismo da Igreja Católica, em seu parágrafo 1866, nos diz que os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou serem relacionados aos pecados capitais, que recebem esse nome porque geram outros pecados, outros vícios. Iniciamos hoje uma série de artigos sobre os sete pecados capitais, a saber: orgulho, avareza, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça. Hoje falaremos sobre o orgulho, ou soberba:

“Pois seu coração se afasta daquele que o criou, porque o princípio de todo pecado é o orgulho; aquele que nele se compraz será coberto de maldições, e acabará sendo por elas derrubado” (Ecl 10,15).

A soberba encabeça a lista dos pecados mortais e, sem dúvida, é o pior de todos. Ela consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma, pensa tristemente que é a própria autora daquilo que tem ou que faz de bom, e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto.

Quando a pessoa pensa: “eu sou melhor que os outros” por algum motivo, isso a leva a ter sua imagem aumentada, o que quase sempre é uma ilusão. Passa a ter a necessidade de aparecer, ser reconhecido, e corre-se o risco de não valorizar e diminuir sempre os outros, chegando a passar por cima deles.

Torna-se autossuficiente chegando a ficar em oposição a Deus, se tornando seu próprio deus, assumindo toda glória para si mesmo e não para o Criador e Autor de tudo.

Mas, diante disso, qual a virtude resposta ao orgulho? A humildade! Pois, “Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado” (Mt 23,12).

 

“O prêmio da humildade é o temor do Senhor, a riqueza, a honra e a vida” (Pr 22,4).

 

Do livro: “Kerigma, Encontro Pessoal com Jesus Cristo” de Márcio Múrcia.
Foto de capa: formacao.cancaonova.com